Projeto “O despertar da Identidade Afro-brasileira”

Nossa Unidade Escolar cumprindo com seu papel de formar e informar, dentro de uma visão soberana de suas Funções Sociais, marcou sua presença em 2009, 2010, neste corrente ano Letivo, confirmando na última Sexta Feira a  presença  de  nosso  Estabelecimento de Ensino  na  Edição de  2011 no PREMIO CONSTRUINDO A NAÇÃO[1],  iniciativa esta  do Instituto da  Cidadania  e SESI/MT e seus parceiros institucionais.  O que é o Prêmio para nossa Escolar? Seria a pergunta no geral. O que ganha? Não tem dinheiro, não tem equipamentos, mas tem a valorização das iniciativas da escola, no seu fazer  e pensar o ensino no cotidiano do  chão frio de  sua realidade local, e bem como  a garantia da presença de nossos alunos no SESI Park  quando  da  Premiação  e Certificado das  instituições classificadas  e participantes da  iniciativa.  As primeiras colocadas por níveis de ensino ganham a publicação de sua proposta na Revista Cidadania em nível nacional, o que as expõem e valorizam os trabalhos pedagógicos que formam e informam.  Em nossa opinião só o fato de estar entre as participantes já é gratificante, uma vez que é  visível a alegria  das  crianças  se  divertindo no  Park com todo  aquele  mundo    teu!  Mundo este de infância alegre!.  Assim, dentro do universo de nossa proposta, e tendo como base em sua construção e temática estamos trabalhando no processo ensino aprendizagem, a Proposta que tem  como naturezas Prioritárias da ação: RESPEITAR AS DIFERENÇAS E PROMOVER A ALTERIDADE. No Projeto: “O despertar da Identidade Afro-brasileira” 

A Comunidade Distrital de Bonsucesso, que tem suas origens ainda no período colonial brasileiro e pode contar em seu território com senzala, e têm predominância de cidadãos com pele  negra ou “parda”.
O presente projeto veio atender ás exigências da Lei 10.639 de 2003, que trata da obrigatoriedade do ensino de História da África e dos afro-brasileiros.
Atender uma necessidade do próprio sujeito histórico, ou seja, tornar possível que os alunos sejam protagonistas de sua própria História, buscando informações relevantes que os façam se ver enquanto tais; possibilitando aos alunos trabalharem o processo investigativo e realizem a exposição do  resultados  alcançados.
A Lei n° 10.639/03 altera a Lei n° 9.394 de 20 de novembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional e obriga a incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a temática “História e Cultura Afro-Brasileira” (BRASIL, 2003). Em complementação, há ainda, a Resolução nº 1/2004 do Conselho Nacional de Educação (CNE) que aprova o parecer CNE/CP 3/2004 o qual “Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana” (BRASIL, 2004).
A partir da aplicação da legislação, com a alteração dada pela 10.639/2003, introduzindo o Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana, como conteúdo interdisciplinar, inclusive em Historia e Geografia, faz surgir uma diversidade de reflexões, dentro do contexto de sala de aulas e novas alternativas do ensino e na pratica  docente, na relação raça e cultura. Os argumentos ideológicos que sustentaram o discurso da inferioridade da raça negra negaram as particularidades do escravismo dos negros africanos inseridos no capitalismo mercantil e ignoraram a contribuição dos povos africanos na criação e sustentação de civilizações, advieram da necessidade dos povos europeus justificarem sua hipotética superioridade. Assim, a idéia da superioridade da raça branca, supostamente comprovada pela ciência, passou a justificar procedimentos de dominação de outros povos, como a escravidão, a conquista, o colonialismo e o imperialismo. A idéia das chamadas raças humanas surgiu quando cientistas europeus quiseram categorizar as diferenças entre os seres humanos oriundos de regiões afastadas da Europa. Aparências distintas foram associadas a supostas diferenças biológicas, constituindo o conceito geográfico de “raça”. Imaginou-se uma hierarquia de capacidade intelectual e civilizatória em que as raças não européias seriam classificadas como inferiores (NASCIMENTO, 2006). Assim, vejamos dentro deste debate étnico racial, o pensamento de alguns pensadores  deste inicio de  século:
“A homogeneização do currículo sob uma visão eurocêntrica levará a valorização da raça branca, deixando para um segundo plano à participação dos demais povos, principalmente dos povos africanos, assim a escola contribui para inferiorizar esse grupo étnico não mostrando sua atuação e importante participação na construção da história da sociedade. O momento do planejamento escolar necessita trazer à tona uma discussão de extrema importância: a educação e a diversidade étnico-racial. O Brasil, por ser um país multirracial, com uma grande diversidade de culturas, deve atentar para um esforço coletivo em torno de uma coesão social e no reconhecimento de todas as culturas. Trabalhar a interculturalidade e mostrar como a diversidade cultural tem contribuído para a formação de nossa sociedade é um importante passo para demonstrar que a integração, assim como o respeito entre as culturas são fatores essenciais e agregadores para uma sociedade mais justa (LOPES, 2006)”.
“Situar a África como um continente dividido em países com línguas e culturas diversas, assim como são a Europa, a América e a Ásia, é um dos primeiros passos para desmontar a visão de que todos os negros são iguais e, portanto, não se precisa ser específico em relação aos africanos, como é em relação aos outros grupos étnicos. Observar e analisar os mapas do continente africano é um recurso que pode ser desdobrado em diferentes atividades e projetos em relação às diversas idades e níveis de ensino, pois assim despertará a curiosidade e o questionamento que os levará a levantar argumentações sobre a distribuição do território, levantar hipóteses sobre as mudanças ocorridas e assim fazer uma releitura da questão racial. Outra maneira de instituir a história africana e o seu papel na história é resgatar a participação deste povo dentro dos ciclos econômicos vivenciados, pois analisaremos que foi a mão de obra negra que impulsionou a produção de riqueza para os povos “dominantes”. Um exemplo é analisar a história do Brasil e re-visitar as relações sociais que se construíram em torno do ciclo do açúcar, da mineração, do ouro, da borracha, do café, sob a perspectiva da presença do negro. Para resgatar e recuperar a presença das personalidades negras em nossa sociedade é importante que se tenha modelos positivos de identificação, ou seja, mostrar a participação da população negra na construção da história nacional e regional. A presença negra nas artes, na música, na religião, na moda e na dança (ANJOS, 2006)”.
“A reconstrução de outra visão (outro olhar) sobre as religiões, com o intuito de respeitar e valorizar as diferentes formas de culto religioso segundo as distintas civilizações (ecumenismo), bem como a não “demonização” das religiões de rito africano, diferentes da hegemônica é possível (BOTELHO, 2006), desde que se consiga lutar contra a introjeção da cultura/valores dominantes, desde que as minorias/oprimidos consigam vencer a aderência ao opressor. Nesse sentido, o papel do professor e da professora é de, no mínimo, conscientização da situação da opressão junto com os educandos. Apesar de não indicar, já, a libertação, é o início para a mesma. É a denúncia, que necessita também do anúncio, mas, novamente, é o princípio (FREIRE, 2006)”.
“Entendendo a educação como possibilidade de transformação e transformação e os livros didáticos enquanto um dos instrumentos para isso, a constatação de que apesar do Brasil ter uma população negra de mais de 90 milhões de pessoas, o que lhe qualifica como o segundo maior país de população negra do mundo, esta população é quase que invisível; encontra-se sub-representada no parlamento, nos fóruns de poder institucional e nas universidades etc.; mesmo na televisão e propagandas, homens e mulheres negras são invisíveis; nos indicadores sócio-econômicos, a população negra aparece – sempre – em nítida e reproduzida desigualdade em relação ao restante da população, o que revela um tratamento da população negra, no mínimo, equivocado. Ao longo do século XX a história da escravidão foi escrita com “usos e abusos”, invenções, cristalizações de idéias deturpadas. Esqueceu-se de compreender, afinal, quem eram? Quais eram suas identidades, redefinições, invenções, personagens e cenários? No Brasil, escravidão e pós-emancipação foram fundidos num só campo de estudo, ficando a pós-emancipação com o papel secundário passível de silêncios e esquecimentos (GOMES, 2006a)”.
“O “desenraizamento”, com o sentido de perda das raízes históricas, da identidade cultural própria, influenciado, condicionado pelo currículo e postura “eurocêntricos” parece ser o grande responsável pelo descompasso entre a visão histórica presente nos livros didáticos de que os quilombos foram extintos e a realidade da existência de mais de 2000 comunidades quilombolas atualmente. O “pedantismo eurocêntrico” não reconheceria enquanto ainda existente um movimento no qual se pautou pela luta contra a opressão senhorial, a partir de insurreições, revoltas, escapadas, suicídios, assassinatos, além de outras formas de resistência. Da mesma forma, não reconheceria algo que pudesse resgatar a memória, reflexão sobre a história, legado e cultura das comunidades em termos de afirmação étnica e construção de um território respectivo, enfim, algo que fosse ao encontro do reconhecimento da cidadania – por meio do passado histórico e as expectativas atuais – das comunidades negras rurais (quilombolas) (GOMES, 2006b)”.
“O português brasileiro tem uma pronúncia diferente da de Portugal devido à influência das línguas africanas, principalmente do grupo banto, quicongo, quimbundo e umbundo. Palavras de origem africana entraram na língua portuguesa e são usadas cotidianamente em grande número. Também, a linguagem popular do Brasil conserva traços marcantes da influência das línguas africanas que foram faladas no Brasil. Dentre estas influências, o que mais nos sensibiliza são: - a continuidade da pronúncia vocalizada do português antigo na modalidade brasileira, afastando-a, portanto, do português moderno de Portugal, de pronúncia muito consonantal, e por ser a vogal a parte sonora da palavra, esse fato tornou a língua portuguesa no Brasil mais melodiosa; - as línguas africanas desconhecem a marca de gênero como temos em português padrão, a/o definindo masculino/feminino (menina x menino, por exemplo), o que pode contribuir para explicar melhor a instabilidade de gênero dos nomes que por vezes é observada no cancioneiro português antigo (minha senhor), na linguagem popular e na fala do “preto-velho” (PESSOA, 2006). Este aspecto que pode ser considerado como igualdade entre gêneros, infelizmente é considerado um problema gramatical, ou como considerou Freire (1994), um problema ideológico: “Como explicar, a não ser ideologicamente, a regra segundo a qual se há duzentas mulheres numa sala e só um homem devo dizer: ‘Eles todos são trabalhadores e dedicados? ’.” Isto não é, na verdade, um problema gramatical, mas ideológico.” (p. 67)”.
“Na cultura visual brasileira, o corpo negro aparece como a antítese do que se imagina como normal. É um corpo cuja representação está associada ao que há de mais caricato, como se ele existisse justamente para demonstrar o contrário do humano. O corpo negro amedronta, porque a ele foi atribuída uma noção de força que se sobrepõe ao intelecto. Esse mesmo corpo provoca risos, porque sua leitura está vinculada a comparações que o animalizam. Esses são apenas alguns dos motivos que fizeram e fazem expressivas parcelas da população afro-brasileira alimentar desejo obsessivo por aproximação, ainda que ridícula, das imagens positivas que o segmento branco hegemônico constrói dia-a-dia em torno de si próprio (INOCÊNCIO, 2006). E porque nossa interação com o mundo não se dá de forma neutra, porque somos seres que não são apenas objetos da história, mas seus sujeitos igualmente – como um ser que está no mundo, com o mundo e com os outros – e por isso, a favor de algo e de alguém ou contra algo ou alguém, a nossa participação na construção dessas imagens de mundo coletiva é atuante. À medida que “consumimos” as imagens e os produtos por elas “veiculados” e/ou nos posicionamos de forma “neutra” diante destas, estamos/estaremos colaborando para a reprodução dessas  imagens/conceitos/preconceitos. Por tudo isso, tratar a diversidade em sala de aula como algo positivo e próprio da natureza humana torna-se indispensável (FREIRE, 2005)”.
“Para identificar a produção do conhecimento, o saber, o fazer negro africano nas práticas cotidianas é necessário situar qual o referencial de conhecimento/saber utilizado. Desta feita, a cultura e as práticas culturais são elaboradas cotidianamente, transformando o conhecimento em experiência de aprendizagem, do mesmo modo que a própria experiência vivida se transforma em conhecimento. Aprende-se por meio da socialização. Em todos os momentos da existência, na relação com o outro e nas ações vividas é que nos constituímos. Essa constituição é elaborada constantemente e se revela nas mínimas coisas. Assim, pormenores normalmente considerados sem importância e triviais carregam muitos elementos importantes que nos permitem captar a realidade. Considerar os mais diversos elementos presentes nas práticas, como a alimentação, o vestuário, a oralidade, a gestualidade, sonoridade, odores ou sabores, são sinais que permitem decifrar a diversidade e a complexidade da realidade histórica da população afro-brasileira. O patrimônio cultural da população negra é composto de bens materiais e imateriais, que são expressões dessas comunidades, nos mais diferentes aspectos: objetos, costumes, canções, rituais, encontrados na religião, na culinária, nos modos de tecer e de vestir. Uma retomada de vozes que ficaram silenciadas por opressões históricas é fundamental e necessária para uma compreensão democrática de educação. O primeiro movimento para esta escuta é o reconhecimento da existência de espaços outros que não o da educação formal, como portadores de saberes. Para isso, é necessário tomar como imprescindível para o entendimento desses saberes os nexos entre educação e cultura, considerando que uma não existe sem a outra, ambas sendo alimentadas e alimentando-se na arte e na memória (RATTS e DAMASCENA, 2006)”.
“Ao contrário do que se inculca enquanto senso-comum, a aparente passividade dos negros escravizados não foi verdadeira. Foram muitas as formas de resistência à escravidão. A forma mais conhecida foi a dos quilombos. Os quilombos eram espaços para aonde os escravos que não aceitavam a sua condição, fugiam e lutavam contra a escravidão. Pela maneira como se contrapunham à escravidão, eles foram vistos como uma proposta alternativa de sociedade. Nessa perspectiva, tanto a cultura como as práticas sociais e religiosas foram reinventadas pelos negros a partir da resistência, de propostas alternativas, de agrupamentos/movimentos organizados. No que tange a religião, por exemplo, a forma de sobrevivência encontrada foi o sincretismo (casamento das religiões de origem africana com o catolicismo) o que manteve durante todo o período escravista, os seus deuses escondidos por trás dos santos católicos. Desde os primeiros quilombos, formados pelas levas de africanos que aqui chegaram na condição de escravos, até os mais recentes movimentos em que lutam pela posse da terra dos seus ascendentes, os negros não pararam de lutar e resistir contra a escravidão e as mazelas por ela deixada. De um jeito ou de outro, as organizações negras, como as irmandades, foram espaços de preservação e sociabilidade para esses grupos. Outros movimentos organizados surgiram na imprensa, com jornais como Menelik, Alfinete e Clarim da Alvorada. A Frente Negra Brasileira foi outra organização importante, que contava com cerca de 400 membros que andavam uniformizados e gozavam de certo prestígio junto às autoridades e à população em geral. O Teatro Experimental do Negro (TEN) surgiu a fim de inserir, no teatro brasileiro, o elemento negro como tema, intérprete ou criador. A Associação Cultural do Negro (ACN), que reuniu nomes como Solano Trindade, Abdias do Nascimento e Fernando Góis, apesar de ter uma proposta de aglutinar vários segmentos culturais do país, tinha também a preocupação de construir uma ideologia para o negro brasileiro. As escolas de samba também foram e são considerados importantes centros que congregam negros, proporcionando a eles um espaço de sociabilidade e interação cultural (SANTOS 2006)”.
“Os profissionais da educação infantil não têm realizado um trabalho que contemple a diversidade racial existente na sociedade. Este silêncio reforça a legitimidade de procedimentos preconceituosos e discriminatórios no espaço escolar e, a partir dele, para outros âmbitos sociais, confirmando o direito de crianças brancas e não brancas a exercerem a discriminação racial de crianças negras; no cotidiano escolar ocorre uma desvalorização sistemática das características estéticas das crianças negras, paralelamente a valorização de um modelo estético branco; nas escolas de Educação Infantil, a atenção, o carinho, o afeto e os elogios são distribuídos de maneira desigual, e a categoria – raça - regula o critério de distribuição; a escola é um espaço que não efetiva, de fato, a inclusão positiva do grupo negro. A criança negra vive na escola um sistemático processo de exclusão; a pré-escola oferece poucas condições ambientais estimulantes para o desenvolvimento intelectual, mental e afetivo de crianças negras. Considerando o exposto, os objetivos de um Projeto de Intervenção, na perspectiva de início de um processo de intolerância ao preconceito, ao racismo e às desigualdades sociais, perpassam pela: valorização da à comunidade negra, contribuindo para a elevação de sua auto-estima; obtenção dos mecanismos indispensáveis para o conhecimento de um Brasil fortemente marcado pela cultura africana, na expectativa de mudança da mentalidade preconceituosa; conhecimento da história e da geografia da África; reconhecendo a constante presença da marca africana na literatura, na música, na criatividade, na forma de viver, de pensar, de andar, de dançar, de falar, de rir, de rezar e de festejar a vida; conhecimento da história do Brasil contada sob a perspectiva do negro, com exemplos na política, na economia e na sociedade em geral (CAVALLEIRO, 2006)”.
“A primeira atitude do educador frente ao conteúdo dos livros didáticos e paradidáticos deve ser a de identificar a sua ideologia, com o fim de se posicionar a favor ou contra. No que diz respeito às ideologias racistas, o posicionamento deve ser contrário a estas. Caso não seja identificada e refletida, a ideologia racista será perpetuada. Também cabe ao educador, eleger livros que contemplem a diversidade étnico-racial da escola, bem como de nossa sociedade e, nessa tarefa, não escolher os que reforçam imagens preconceituosas, discriminatórias e depreciativas, mas sim, os que: apresentem ilustrações positivas de personagens negras; cujos conteúdos remetam ao universo cultural africano e afro-brasileiro; possibilitem aos leitores o acesso a obras onde habitem reis e rainhas negras, deuses africanos, bem como os mitos afro-brasileiros; cujas tessituras realizadas durante a leitura possam construir a elevação da auto-estima das crianças negras; representem sem estereótipos a população negra brasileira (SOUSA, 2006)”.
Uma atitude necessária ao professor em relação a qualquer instrumento que sirva como mediador entre o aluno e o conhecimento é o questionamento sobre sua natureza. É importante que o professor tenha consciência da estrutura que o organiza. Não se pode ficar à deriva de um material e não estar atento ao conjunto de intenções que nele estão contidos. Por vezes, torna-se necessário problematizar junto aos alunos sobre essas intenções. Refletir sobre os conteúdos impressos em um livro, por exemplo, vai além da reflexão das páginas escritas. As imagens, a seleção de conteúdos dos textos, a ordem de prioridade e o espaço ocupado pelos temas dizem aquilo que importa estudar e saber, do conhecimento que gera valor. Por outro lado, a ausência de imagens, a confirmação de lugares inferiores na escala social, o espaço destinado a certos temas, também dizem, mas aquilo que não importa estudar e saber, do desconhecimento que também gera valor. A prática pedagógica, por meio de seus instrumentos, pode favorecer as intenções e possibilidades de reconhecimento de identidades positivas, ao fornecer, por exemplo, modelos positivos às crianças e aos jovens. A criança e o jovem negro têm o direito constitucional de se virem representados e referidos enquanto indivíduo e grupo social. Assim, povoar o imaginário de nossos alunos com histórias que os remetam a valores partilhados pela humanidade, vividos por personagens negros, alimentará todos os discentes do sentimento de igualdade e ao estudante negro, em especial, oferecerá parâmetros positivos de identidade e de auto-estima. Essa é uma prática pedagógica da maior importância na constituição de sujeitos que a escola ajuda a construir. Um dos princípios que devem orientar os tema, os projetos e as atividades pedagógicas em relação à questão do negro na escola é a desconstrução do preconceito racial e a reafirmação de uma auto-estima positiva da população negra e mestiça. Ensinar e aprender sobre e na diversidade, propor situações de aprendizagem que sejam desafiadoras e que tragam novos conhecimentos são cuidados que se deve ter quando o que se estuda vem carregado de imagens e crenças baseadas no preconceito e na discriminação. A construção da identidade da criança e do jovem precisa do apoio de imagens confirmadoras positivas. A escola pode ser um lugar facilitador desse encontro com imagens e referências identitárias positivas para as crianças e jovens negros. Estar atento ao que se oferece como material para os alunos, quais modelos de vida e de beleza que as imagens afirmam é uma tarefa diária de planejamento de aula. Para planejar uma aula, organizar um programa ou projeto de estudo, é preciso contar com a intenção firme de democratizar a imagem e os exemplos positivos e reais da presença da população negra e mestiça na nossa história e no nosso cotidiano (LOPES, 2006b). A Diversidade Étnica- Racial, é uma questão que, infelizmente, ainda é um tabu a serem quebradas em sala de aula, inúmeras inseguranças tomam conta do educador. Muitos colocam a culpa na falta de material, mas há uma gama de materiais sobre o assunto, apesar de muitos aparecerem de forma não-explícita. Ainda há materiais que podem ser adaptados e criados para contribuir para o enriquecimento do assunto.
O desenvolvimento deste projeto visa levar aos alunos as ferramentas necessárias para que ele tenha consciência da importância e influência da cultura africana na sociedade atual, visando à contribuição na construção de sua personalidade, seja como afro-descendente ou não, além de incutir o respeito à diversidade nas características físicas e culturais.
Conhecer a raiz da história africana e os termos comuns a este aprendizado é essencial para que o educador conduza de forma eficiente e eficaz o assunto. Além da quebra de pré-conceitos, inerentes à conduta do ser humano.
De acordo com a Lei 10.639, de 09 de janeiro de 2003, o estudo da História da África e dos Africanos e a contribuição da cultura negra na formação do povo brasileiro tornam-se obrigatórios no currículo escolar. Essa lei passou a valer para todos os níveis da educação básica com a instituição das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.
O Brasil é a segunda maior nação negra do mundo e foi necessária a criação de uma lei para que houvesse um tardio reconhecimento da importância da cultura negra na sociedade brasileira. A implantação desta lei não relega o papel do negro na História do Brasil como simples escravizado e sim como um grande contribuidor do multiculturalismo que é o nosso país. Com isso, buscamos explicitar alguns conceitos que sustentam este trabalho.
É base para o ser humano, em seu desenvolvimento, o autoconhecimento. De que adianta “inserir” no sujeito conhecimentos matemáticos, lingüísticos, geográficos, científicos?, Se ela não se identifica com o meio no qual vive, não se conhece como sujeito, não se sente integrada a sociedade. Ela pode ser capaz e  aprender os conceitos, mas não os usará para transformar o local/ meio onde vive.
Sem o autoconhecimento, através da construção de sua identidade não forma-se cidadãos ativos e atuantes.
A opinião do grupo no qual está inserida também conta no processo de construção da identidade, por isso a discriminação pode ser um fator opressor na formação do ser humano. As pessoas negras constroem sua identidade a partir de modelos ditados pelos não-negros, que geralmente assumem atitudes e pensamentos diferentes dos seus. A criança negra precisa se ver como negra aprender a respeitar a imagem que tem de si e ter modelos que confirmem essa expectativa. Sem raízes um povo não constrói sua identidade, para o aluno “branco” descendente de europeus é fácil construir sua identidade, pois a sociedade produz conhecimentos que respeitam este grupo.
Muitas vezes a escola tem o poder de valorizar, segregar, discriminar e até eliminar a identidade negra de sala de aula. A Força Negra nos mostrou que o conhecimento propicia abertura para o respeito e valorização das diferenças étnicas, culturais e religiosas superando a discriminação e o preconceito e caminhando na direção de uma sociedade mais democrática que é tarefa primordial do trabalho educativo voltado para a cidadania e sua plenitude.
Foram utilizadas as seguintes metodologias para esse projeto através de pesquisas coletadas pelos alunos na sala de aula sobre a, necessidade de desenvolver, uma consciência crítica que possibilite ações e atitudes positivas possibilitando a convivência com diferentes raças e gêneros e a construção da identidade.
O desenvolvimento do projeto será feito de acordo com as necessidades das turmas e a realidade local, estabelecendo o problema e a proposta de conteúdo para a classe. O tema será desenvolvido na sala de aula por meio de atividades para a sua exploração, sistematização e para a conclusão dos trabalhos. Os alunos devem fazer observações diretas no entorno familiar, observações indiretas em ilustrações e/ou vídeos, experimentações e leituras. Verificação do caminho geográfico feito da África para o Brasil por meio do mapa mundi; Confeccionar cartazes – recorte, pintura e colagem – com fotos de revistas que tratam da diversidade étnica brasileira e a cultura do negro; Realizar entrevistas com as pessoas mais antigas da comunidade. Realizar brincadeiras e jogos infantis.  Entrevistas que detecte as características fenotípicas dos alunos da Escola; Desenvolvimento de seminários; Produção de poesias e poemas, bem como a reprodução de músicas; Criação de gráficos e tabelas.
Os docentes  trabalhando dentro de cada  conteúdo  no Projeto de  Formação continuada denominado Sala do Professor o texto  da Lei n° 10.639/03,Conhecendo  história das civilizações africanas,diversidade racial existente  no território brasileiro, Matogrossense e em nossa  região. A necessidade deste  estudo prévio deve-se  as implicações,  que  esta  alteração  trouxe para a legislação básica da educação nacional, e o ranço que  ainda  existe na relações no cotidiano de  cada  grupo social  a que estamos  inserido como  profissionais e  como  aluno.
Numa sociedade marcada historicamente pela submissão, exclusão e mais recentemente, pela inserção de forma rebaixada dos afro-descendentes é imprescindível que a escola e os educadores assumam uma postura de mudança e não de permanência da estrutura excludente sob domínio da cultura européia em detrimento das demais que aqui se conglomeraram e se inter-relacionaram. Refletir sobre a afirmação de enquanto o negro não pode contar sua história é sobre a égide do branco que se reproduz, não se remete apenas àquela lecionada na escola. Para além dela, também engloba a transmitida culturalmente. Não que pretendemos ser maniqueísta nessa sentença, entretanto existem muitos ingredientes para desacreditar na hipótese que a omissão e o desprezo à tradição negra sejam apenas pequenos equívocos, lapsos de memórias.
O racismo impregna a trama social que, além de acarretar as distâncias sociais entre negros e brancos, tem provocado à percepção de que esse fosso é natural, portanto, a-histórico. Nos pequenos atos cotidianos, reproduzimos frases, práticas sociais, emissão de sentenças, de modo quase indiferente, que na verdade são clivados por valores morais construídos socialmente, portanto aprendidos.
Nascemos brancos, negros, indígenas e etc., biologicamente a cor não pode ser mudada, mesmo com os avanços tecnológicos na área da estética e beleza ainda são incapazes de alterar carga genética.
Valorizar a cultura afro-descendente, reconhecendo a sua presença de forma positivada nos diversos segmentos da sociedade, no que diz respeito à literatura, arte, culinária, religião música e dança.

Realizar o censo racial e religioso dos alunos da Escola Maria Barbosa Martins

A partir do conhecimento, trabalhar na luta contra o preconceito, a discriminação e o racismo.
Trabalhar com pesquisa e desenvolvimento de atividades, como visão em que tivera os seguinte  objetivos:

Ø  Entender e valorizar a identidade da criança negra, desmistificando a interface dos  adjetivos: Moreno, Pardo que   só mascaram a cor  da  pelo  do  cidadão com as  heranças  genética  da  etnia  negra, fazendo com que dentro do universo das  discriminação não se  assuma como negro, mas  sim se  comportamento  num tentativa de  branqueamento  de sua  pele;
Ø  Redescobrir a cultura negra, valorizando as tradições da cultura negra esquecidas;
Ø  Desmistificar o preconceito relativo aos costumes religiosos provindos da cultura africana; 
Ø  Trazer à tona, discussões provocantes, por meio das rodas de conversa, para um posicionamento mais crítico frente à realidade social em que vivemos.
Ø  Discutir as relações raciais no ambiente escolar;
Ø  Reconhecer e valorizar a cultura africana e afro-descendente, como formadora da nossa cultura;
Ø  Promover o respeito pelas várias etnias;
Ø  Reconhecer a constante presença da marca africana na literatura, na música, na culinária, na arquitetura, na lingüística, na criatividade na forma de viver, de pensar, de dançar, de rezar.
Ø  Trabalhar com a questão fenotípica do ser humano considerando as diferenças externas ao nosso organismo;
Ø  Possibilitar o desenvolvimento da pesquisa no campo da Biologia.
Ø  Atender ás exigências da Lei 10.639 de 2003, que trata da obrigatoriedade do ensino de História da África e dos afro-brasileiros.
Ø  Possibilitar que aos alunos iniciativas e o prazer da investigação e o trabalho com a pesquisa de campo e satisfação da exposição  e a tabulação dos  resultados  alcançados, como ferramentas  interdisciplinar e o uso  de  tecnologias.
Processo de Orientação das etapas do Projeto e bem como, os caminhos e métodos que  conduziram as investigações:
ü  Estudos de vários textos que tratam sobre a cultura afro-descendente;
ü  Leitura e a discussão de textos, o debate de idéias e a produção final de outros textos utilizando linguagens variadas, incorporando novas idéias e valores étnicos, bem como a utilização correta dos códigos lingüísticos. O estudo da literatura afro-brasileira, da religiosidade afro;
ü  Produção de poesias e poemas, bem como a reprodução de músicas;
ü  Confeccionar história em quadrinho relacionado à diversidade racial;
ü  Biblioteca; Leitura de vários tipos de textos: textos jornalísticos, literários, poéticos; Música; Vídeos; Equipamento de som;
ü  Roda de conversa;
ü  Construção da árvore genealógica de cada aluno;
ü  Confecção de cartazes;
ü  Entrevistas que detecte as características fenotípicas dos alunos da Escola;
ü  Desenvolvimento de seminários;
ü  Estatística das raças e religião dos alunos daqui de Bonsucesso;
ü  A construção da identidade;
ü  Pesquisa sobre a árvore genealógica da família;
ü  Apresentação de seminários;
ü  Dramatização de textos;
ü  Resgatar a auto-estima da etnia negra.  Levar os envolvidos a refletir sobre os conceitos de raça, etnia, estereótipo, racismo, preconceito, a fim de desconstruir pré-conceitos;
ü  Exposição dos trabalhos e murais;
ü  Pesquisa de campo e coleta de dados;
ü  Censo Racial e Religioso dos alunos da Escola Maria Barbosa Martins
Criação de gráficos e tabelas
ü  Realização da 12ª OLIMBM
ü  Semana Cultural – Africanidades e suas cores.

 CRONOGRAMA 

Atividade
Quando
Como
Elaboração da Proposta
Março / 2009
Planejamento do Projeto 2011
Sistematização do Projeto
Abril/ Maio/2011
Divulgação da estrutura mínima do Planejamento do Projeto para os  Educadores – sistematização das  atividades em cada  área específica.
Atividades Pedagógicas
Ao longo do ano de 2011
Em cada disciplina algum aspecto será trabalho dentro de  diversas atividades propostas. Na  socialização diversas  atividades  pedagógicas serão desenvolvidas.
Pesquisa de campos e  coleta de  dados
11/07 a 06/08/2011
Este censo será realizado com a participação de  88 alunos da Escola Municipal Professora  Maria Barbosa Martins que estudam no período Matutino.
Tabulação dos dados
08 e 09/07/2011
Tabulação dos  dados, os  alunos deverão produzir gráficos e tabelas, utilizando os recursos matemáticos e tecnológicos.
Realização da 12ª OLIMBM
10 a 13 DE novembro/2011
Tema central: África. Todas as crianças e adolescentes envolvidos na preparação  e na confecção de  materiais, com  aprofundamento do conhecimento do continente africano.
Semana Cultural: Africanidades e suas cores
23 a 26 de Novembro de 2011
Culminância do Projeto “O despertar da Identidade Afro-brasileira” que fora trabalhado ao longo do Ano Letivo. Semana co diversas Oficinas produção e significativa de identidades em suas  africanidades.

A avaliação acontecerá em todos os momentos do processo educativo, de forma contínua e diagnóstica; com a intenção primordial de rever a própria prática docente criando novas possibilidades para estimular os alunos a desenvolverem-se suas potencialidades levando em conta, principalmente, os avanços individuais dentro da coletividade e a participação no desenvolvimento de todas as atividades (de acordo com as peculiaridades de cada aluno) no decorrer do projeto. “Em uma educação em que o sujeito do aprender é o/a educando/a, o momento da avaliação deve ser um espaço de grande importância”. Pois, segundo Ribeiro (2002): ‘A avaliação deve ser um momento de riqueza interior, de retomada, de visualização do que fazer, do como fazer e do para que fazer’. (…)
Por isso, é preciso ver quais sentidos podem ser extraídos do aprendizado. Por que aprendi? Para que aprendi? Qual o significado desta aprendizagem? Os/as estudantes, muito mais do que conhecer algo, necessitam apoderar-se deste conhecimento com vistas a sua vida cotidiana. Se a aprendizagem não for relevante para ele/a, logo será esquecida. Portanto, avaliação não se esgota na conferência do conhecimento adquirido, mas na construção/reconstrução de valores e significados relacionados com a experiência vivida. É em seu contexto de vida que o/a estudante constrói sua aprendizagem. Portanto, é em seu contexto cultural e a partir dele que ocorrem as aprendizagens.
Os/as estudantes trazem consigo conhecimentos e acúmulos que devem ser incorporados no processo de aprendizagem. Este deve basear-se também na vivência cotidiana dos/as estudantes, em suas práticas sociais, religiosas, nas relações étnico-raciais, opções de lazer e vivências socioculturais.
No Brasil, muitos grupos construíram seus referenciais culturais e identitários ao longo da história, em uma imensa gama de processos de aprendizagem formal e informal. (…) Diversas culturas que formam nosso mosaico identitário, que nos dão vida, voz e corpo, têm pouca abordagem na escola. (…)
Manter a cultura viva passa pelo contar nossas histórias e, segundo, Benjamin: “Contar histórias sempre foi a arte de contá-las de novo, e ela se perde quando as histórias não são mais conservadas. Ela se perde porque ninguém mais fia ou tece enquanto houve a história” (Benjamim , 1999, vol. I, p. 205). Para as culturas afro-brasileiras, educar e formar são práticas ancestrais, e não é exclusividade da escola. Entretanto, cabe à escola reconhecer a diversidade de formação da nação brasileira e de seus/suas estudantes. “Por isso, é fundamental pensar na memória e na história também a partir das matrizes afro-brasileiras”.
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender; e, se pode aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar!” Nelson Mandela

Referências Bibliográficas

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[1] Responsável pelo Projeto: Profª. Eliane Winck – Coordenadora Pedagógica

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